História

A CBSUP Confederação Brasileira de Stand up Paddle é o órgão máximo do esporte no país; sendo, portanto a entidade que gerencia e determina os critérios de homologação e organização de todas as competições nacionais profissionais e amadoras e definindo os padrões técnicos dessas competições.

A CBSUP, fundada em março de 2013 assume todas as funções e responsabilidades da ABSUP. Fundada e constituída pelas legitimas federações e associações estaduais do esporte no país até a presente data; a CBSUP orgulha-se em ser a primeira confederação a garantir e estabelecer um canal de comunicação direto entre o atleta e entidade, prevendo em seu estatuto a participação efetiva de seus representantes no desenvolvimento do esporte, através da representação em decisões dos conselhos técnicos da entidade.

A CBSUP é constituída pelo seu presidente, vice-presidente, conselho diretor, conselho fiscal e conselho técnico.

As entidades estaduais legalmente formalizadas e filiadas a CBSUP e seus promotores serão responsáveis pelos circuitos estaduais. Eventos esses, que tem a função de desenvolver, com o apoio da CBSUP, o SUP nos estados, incentivando desta forma a organização do esporte e o surgimento de novos talentos.

O Stand up Paddle atualmente abrange as modalidades: Wave, Race, Race Técnico (Slalom / Cross),SUP Wave, SUP RaceRace Sprint, River SUP, Race Técnico, Race Long Distance/Maratona, Downwind, SUP Fish, Freestyle e FuteSUP. Novas modalidades deverão surgir, assim como o esporte deverá atingir novos limites e, portanto as regras a seguir estarão em constante evolução.

A CBSUP está de portas abertas para todos competidores, praticantes, dirigentes de federações e associações, técnicos de atletas, jornalistas especializados, organizadores de eventos ou até mesmo apreciadores do Stand up Paddle que desejem dar a sua contribuição para o desenvolvimento do esporte.

A CBSUP objetiva que o SUP seja esporte olímpico e para isso, buscará promover o intercâmbio internacional com as demais entidades organizadas em outras nações, para que juntas possam agraciar o interesse do comitê olímpico internacional – COI.

História do SUP no Brasil e no Mundo.

O Stand Up Paddle, (Hoe He’e Nalu na língua havaina), ou SUP como hoje é chamado carinhosamente pela maioria dos praticantes, constitui-se basicamente no ato de remar em pé sobre uma prancha. O mais interessante é que essa forma aparentemente nova de remar, não é tão nova assim. Há muito tempo que pescadores, povos ribeirinhos e marujos de diversas partes do mundo vêm se utilizando dessa técnica para se deslocar com mais desenvoltura e até mesmo mais segurança; em canais, rios, portos e entre barreiras de corais que até nos dias de hoje continuam sendo um transtorno para muitas embarcações.

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Como toda forma de transporte criado pelo homem, registros históricos confirmam que além do uso para transporte, remar em pé em uma pequena embarcação também já foi utilizado como forma de lazer e recreação no passado. Algumas provas disso são: os Moches peruanos em seus Caballitos e os antigos Polinésios sempre relembrados por suas façanhas e habilidade de remar em pé sobre as ondas.

Porém, existe uma diferença muito grande em remar em pé numa embarcação e o esporte da forma como é praticado atualmente, ou seja: sobre pranchas especificas para diferentes fins.

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Os registros mais expressivos da pratica do SUP são de meados da década de quarenta, no Havaí, mais especificamente na praia de Waikiki, berço do surf mundial. Paralelamente ao surf tradicional que se rema deitado, alguns professores conhecidos como Beachboys, remavam em pé sobre pranchas de madeira que na época eram enormes e pesadas. O mais conhecido e um dos mais talentosos da época foi John Zapotocky, uma verdadeira lenda viva do esporte que faleceu em outubro de 2013 aos 95 anos de idade e ainda atrevia-se a dar suas remadas.

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Durante anos o SUP foi praticado de forma anônima mundo afora com pranchas remanescentes do surf antigo e do windsurf “que em dias sem vento ficavam encostadas nas garagens”.

Independente do tipo de prancha o interessante é que em todos os casos tudo foi sempre praticado na base do improviso, utilizando-se de remos de caiaque, varas de bambu ou até mesmo pedaços de madeira para conseguir se deslocar com as pranchas sobre a água.

Podemos dizer que o Stand Up Paddle se projetou como um esporte mundialmente reconhecido, quando o Californiano Laird Hamilton (reconhecido como o maior waterman da atualidade) e alguns havaianos começaram a praticar mais regularmente o esporte com equipamentos mais modernos e específicos, os quais possibilitaram ampliar muito o potencial do esporte e exibir grandes performances. Isso despertou o interesse da mídia e de varias empresas do setor que atualmente exploram esse novo mercado.

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No Brasil, como não podia ser diferente; após sua aparição em meados de 2005, quase que simultânea em varias partes do nosso litoral (algumas mais tímidas e outras mais populares), se torna difícil e até mesmo desnecessário se falar em pioneirismo. O que realmente se deu, foi; que o esporte começou a atrair a atenção de todos e logo a se multiplicar. Após a criação da ABSUP em 2009 – hoje CBSUP (Confederação Brasileira de Stand Up Paddle), o esporte rapidamente começou a se organizar no segmento competitivo, com grande número de participantes e, muitos desses atletas já se profissionalizaram nos últimos anos.

Até o momento, dez atletas já conquistaram o titulo de campeão brasileiro de SUP. Nas ondas; o santista Leco Salazar e a carioca Carol Freitas, ficaram com o titulo em 2009,  os catarinenses Kauli Seadi e paulista Nicole Pacelii em 2010, o Gaúcho Luis Saraiva em 2011 e a catarinense Greta Sisson. O santista Renato Wanderlay e a paulista Nicole Pacelli em 2012. O santista Matheus Salazar e a paulista Aline Adisaka em 2013, em 2014, o carioca Ian Vaz e a paulista Nicolle Pacelli,foram os campeões brasileiros de SUP Wave, e hoje com o titulo conquistado em 2015, o carioca Caio Vaz e a paulista Nicolle Pacelli, são os atuais campeões brasileiros de SUP Wave..

No Race, que iniciou em 2011 e se consolidou em 2012 e 2013, os campeões foram o paulista Luiz Guida tetracampeão brasileiro (2011, 2012,2013,2015) e a baiana Barbara Brazil, pentacampeã  (2011, 2012, 2013, 2014, 2015) . O paulista Paulo dos Reis quebrou a hegemonia de seu adversário e foi o campeão de SUP race em 2014.

Em setembro de 2010, foi realizado em Ibiraquera-SC, o primeiro mundial de SUP em águas brasileiras consagrando Leco Salazar como vitorioso da etapa. Em outubro de 2011 o evento foi realizado em Maresias, no litoral norte de São Paulo também com a vitória de Leco.

Chegamos ao topo do mundo em 2012, quando o Campeonato mundial profissional de SUP wave foi vencido pelo santista Leco Salazar. Em 2013, no feminino o titulo foi para a paulista Nicole Pacelli e em 2015 novamente o Brasil, representado pelo carioca Caio Vaz que sobe ao lugar mais alto do pódio e se consagra como o atual campeão mundial de SUP wave.

Em 2012 e 2013 a etapa brasileira do mundial foi realizada em Itamambuca, litoral norte de São Paulo sendo que Leco também foi o campeão em 2013. Já no inicio de 2014, a segunda etapa do circuito mundial, foi realizada na praia do Francês em Alagoas e o grande vitorioso e atual vice campeão mundial, foi o Carioca Caio Vaz.

Na vertente amadora do esporte, as equipes brasileiras que disputaram o mundial amador da ISA, foram formadas através de seletivas promovidas pela CBS, representante da entidade no país.

Ambas equipes obtiveram excelentes resultados, ficando na sétima colocação em 2012 e em quinto em 2013 também em evento realizado nas águas Peruanas. O melhor resultado foi o 3 lugar no evento realizado em 2014 na Nicarágua e sexto em 2015 em evento realizado no México

A história não para por aqui, pois além dos profissionais do SUP nas ondas que vem se destacando mundialmente, um grupo muito maior de adeptos pratica o esporte em águas lisas por todo país.

Muitos passeios, corridas e desafios estão sendo realizadas e já contam com um numero expressivo de participantes. O circuito brasileiro de SUP race é hoje o maior circuito do mundo, com etapas programadas nos quatro cantos do país. Isso tem sido muito positivo, pois o esporte vem se desenvolvendo com muita seriedade e harmonia, chamando atenção de todos e se estabelecendo como um forte candidato a se transformar num futuro próximo em esporte olímpico